Mudar não significa esquecer o passado, mas acrescentar o futuro!


Visitando o blog de uma amiga, lí sobre uma corrente. Diz que deve-se pegar o primeiro nome que encontrar em um dicionário e pesquisá-lo no Google Imagens; em seguida pegar a primeira imagem que aparecer e escrever sobre ela. Dizem que este nome e esta imagem têm a ver com quem as encontra. Pois eu não faço idéia do que tenho a ver com uma fiadeira :P

Fiadeira, s. f. Tecelã; fiandeira. fi-a-dei-ra

 

Será que na vida passada fui uma tecelã?
Quem sabe...

^^



Escrito por Mєℓαnyღ às 18h15
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Há algum tempo não tenho tempo pra escrever. Nem no blog, nem no fotolog, nem no velho e eterno Querido Diário. Até que teria tempo, se me dispusesse. Mas sei lá. Não ando tendo histórias aptas a serem escritas. Até tenho... E diga-se de passagem que tenho muitas novidades :D Mas não tenho tido vontade de passá-las pro papel. Elas, com certeza, serão eterniazadas na minha mente (e algumas no coraçao!), assim posso escrever quando quiser :D

A começar pela visita inesperada da minha irmã mais velha :D Nem tão inesperada, a julgar pelo fato de que eu não só sabia como fui buscá-la no aeroporto XD Quem não sabia era o pai e a Yamile. Maior supresa!!!  Mas foi bom tê-la aqui. Senti algo tão estranho... Ruim, bom, sei lá, estranho. Tava feliz por ela estar aqui, claro! Mas senti uma tristeza por saber que essas visitas vão ser tãaao "de vez em quando"  Pensei na mãe e os irmãos, nos vôs. Passam tanto tempo longe. Se vêem tão pouco... Uma vez por ano e olhe lá! Eu não queria ser assim com minhas irmãs. Mas tenho visto que isso faz parte da vida. As pessoas seguem seus rumos e quando a gente menos espera, se separa de quem a gente ama. E depois só resta a saudade

Quando pequena, pensava que nunca ia sair de Boa Vista. Minha cidade natal, mas nunca me senti uma Boavistense. Fiz amigos memoráveis. Cresci e aprendi muitas coisas por lá. Foi lá que me criei, onde formei a pessoa que sou hoje. Pensava que ia viver pra sempre com o mesmo grupo de amigos, família, aquelas mesmas pessoas que me rodeavam. Meu sonho era morar no Rio Grande do Sul, casar por aqui com o príncipe encantado (um alemão -loiro, alto e de olhos azuis- romântico, compreensivo, companheiro, inteligente, fiel, sincero...)  e por aqui ficar. Mas nunca parei pra pensar que pra fazer isso teria que me separar daquelas pessoas, daquele lugar onde cresci. Não me arrependo de ter vindo. Muito pelo contrário! Tenho só que agradecer a Deus por ter dado essa oportunidade. Conheci pessoas e lugares maravilhosos, e continuo com os amigos Boavistenses :D

O chato é que, mesmo amando o Rio Grande e me setindo em casa (como nunca me senti em Boa Vista), sinto saudades da cidadezinha parada, onde o shopping é menor que o terminal principal de ônibus, que tem duas boates (tinha, quando eu morava lá. agora parece que tem mais umas quantas e aquela que eu queria ir faliu :P), um único cinema e uma praça onde a cidade inteira se via no final de semana. Poxa, mas pra mim tava ótimo! Eu não sou de farra mesmo... Sinto saudade dos finais de semana na fazenda, dos banhos de mangueira bem à vontade no nosso quintal, da nossa casa onde podia fazer barulho às 3h da manhã sem se preocupar com os visinhos de baixo, do meu quarto à prova de som, onde podia aumentar o volume das minhas músicas sem incomodar ninguém, de sentar no muro e comer jambo do pé, de ver o sol se pôr da minha janela, de escrever frases/versos/poemas na parede do meu quarto, de ver a chuva cair e fazer um inesquecível som nas telhas, do meu cachorrinho que mordia as toalhas (até hoje tenho toalhas que faltam um pedaço, arrancados pelos dentes infalíveis do Freddy) e de dançar capoeira com ele, de andar de bicicleta no campo de futebol em frente à minha casa, de inventar histórias de terror pras crianças e contá-las à noite, sentada na calçada de casa, iluminada só pela lua e pelas lâmpadas no nosso quintal...

São tantas histórias... Vão deixar saudades imensuráveis...

Mas assim como amei viver lá, e tenho tantas histórias assim pra lembrar, também amo viver aqui! E se algum dia for embora, vou me lembrar também, e sentir uma falta tremenda... Os fins de semana nos dindos, as viagens, as paisagens maravilhosas à beira da estrada, os chocolates, o som ligado, o pai perdido andando quase 400km fora da rota, os cinemas a escolher, os shoppings onde me perco de tão grandes (e não é um só!!), pegar o trem ao invés do ônibus, as praias, o frio... Sem contar que foi aqui que conheci o meu namorado, meu amor, o homem com quem sempre sonhei e com quem quero passar o resto dos meus dias  e também foi aqui que as portas se abriram pra mim, onde comecei a trabalhar com o que sempre quis :D Se tivesse ficado em RR, hoje estaria no terceiro semestre de matemática na UFRR :P

Enfim, a vida é assim mesmo... A gente tem que aprender a se adaptar às mudanças, aceitar e viver :D  Lembro que pouco antes de viajar tive um sonho. Não me pergunte o que ou com quem, não me lembro. Só me lembro de uma frase que eu disse: Mudar não significa esquecer o passado, mas acrescentar o futuro.
No dia seguinte a esse sonho, peguei o primeiro hidrocor que encontrei e escrevi a frase na parede do meu quarto. E é nela que penso quando a saudade (e mais forte a tristeza) bate.

Saudades das minhas lembranças.
Ansiosa pelas próximas!



Escrito por Mєℓαnyღ às 02h12
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Amo tanto, tanto, tanto. Como nunca amei ninguém. Há quem diga que não é pra sempre. Já me disseram que isso passa.
Mas quem pode saber? Se Deus o colocou no meu caminho, só Ele pode tirar. E no que depender de mim, vamos ficar juntos pra sempre.
Porque ele me faz tanto bem... Não sei explicar o que sinto. Só sei que é MUITO bom!!! Melhor do que qualquer outro sentimento!!! Só de olhar pra ele, falar com ele, teclar com ele, sinto paz e esqueço qualquer aborrecimento que tenha tido ao longo do dia.

Te amo meu amor, NEOQEAV!!!!!!!!



Escrito por Mєℓαnyღ às 01h49
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Diálogo entre um pai irônico e uma filha rebelde:

-Acho que vou pedir emprestado aquele relho do Jairo...
- ...
- ...
- Pelo menos não é o freio =P



Escrito por Mєℓαnyღ às 11h40
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De viagem marcada, acordei cedo pra ajudar a mãe a arrumar as coisas...

"Filha, você arruma a casa que eu vou dar uma estudada..."
Algum tempo depois olhei pra tela e vi o MSN.
"Mãe, você vai estudar no MSN?"
"vou..." (um leve tom de ironia =P)
"Então eu vou varrer a casa na cama!"

=P Vida de dona de casa não é fácil não...



Escrito por Mєℓαnyღ às 11h30
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Eles não têm mais o que inventar..

 

Esses Japas, hein! Haja criatividade! Quando a gente pensa que já inventaram tudo, eles inventam mais alguma coisa revolucionária.
Mas, convenhamos, eles são bem espertos... Imagina só, assoprar miojo, saltar molho pra todo lado, melar o rosto inteiro, é tudo coisa do passado! =D
É, temos muito o que agradecer a esses caras!

E que venham as próximas invenções!



Escrito por Mєℓαnyღ às 10h56
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Encontre um homem que te chame de linda em vez de gostosa.Que te ligue de volta quando você desligar na cara dele.Que deite embaixo das estrelas e escute as batidas do seu coração, ou que permaneça acordado só para observar você dormindo.Espere pelo homem que te beije na testa.Que queira te mostrar para todo mundo mesmo quando você está suando.Um homem que segure sua mão na frente dos amigos dele. Que te ache a mulher mais bonita do mundo mesmo quando você está sem nenhuma maquiagem e que insista em te segurar pela cintura. Aquele que te lembra constantemente o quanto ele se preocupa com você e o quanto sortudo ele é por estar ao seu lado.Espere por aquele que esperará por você...Aquele que vire para os amigos e diga: É ELA!!!
(autor desconhecido)

[Eu sou o intervalo entre os meus desejos e o que os desejos dos outros fizeram de mim] Fernando Pessoa



Escrito por Mєℓαnyღ às 21h07
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Hoje tô triste de novo. Na verdade não é bem tristeza, é saudade. Mas é uma saudade desesperada, daquelas que quase não dá pra segurar, que dá vontade de gritar e sair correndo ao encontro da pessoa. Tô com tanta saudade que só consigo chorar, aliás, o que mais eu posso fazer? Não tem como matá-la. Não dá pra ligar, ver, nem nada. O máximo que posso fazer é deixar um scrap nos orkut's.

Saudade dos meus amigos, da minha casa, do calor, da praça que antes eu desdenhava, do cinema onde os filmes sempre estréiam por último, da amiga que nunca via (mas com quem falava todos os dias pelo telefone e que me entendia melhor que eu mesma), da amiga que via todo final de semana, do amigo que me levava pra conhecer lan houses e lojas de piercings e tatuagens, do amigo que era como se fosse um irmão mais velho, que vivia me batendo (xD)... Em fim... De tudo que antes eu julgava chato e mesmisse.

Talvez, se eu voltar, eu sinta saudade do sul. De visitar meus padrinhos todo finde, de ver meus avós e primos nas férias, do frio, dos casacos e botas, dos shoppings, dos cinemas a escolher onde os filme estréiam no tempo certo. De tudo que agora é diferente, mas que daqui a um tempo, será mesmisse também.

Espero que isso passe. Não a saudade, mas o sentimento ruim de arrependimento, de não ter aproveitado a felicidade que tava em minhas mãos e eu não percebi. Espero que o Rio Grande me faça tão feliz quanto Roraima :)

 

"O paraíso é onde eu estou"



Escrito por Mєℓαnyღ às 14h05
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Não tente entender... Apenas aceite

Ontem eu tava triste. Sem motivo aparente, apenas triste. Desanimada, cansada, ansiosa. Conversando com um amigo, ele me disse: Qual é a mulher que continua triste depois de comprar 6 blusinhas??

Eis a questão!
Pra mim, compras não é a mesma coisa que terapia. Talvez a companhia, o ato de sair, olhar as coisas, conversar com alguém, trocar opiniões (nem que seja sobre uma roupa) e depois comer alguma coisa, isso sim é terapêutico! Além do mais que as blusinhas não foram compradas com a intenção de diminuir meu tédio, e sim, o meu frio!
Não me preocupo mais com esses transtornos de humor... Sou assim e pronto, nada vai mudar isso. E sabendo que uma tarde num shopping não vai me ajudar em nada, prefiro ficar com meus pensamentos. Ou conversar com um amigo :)
Minhas trsitezas vão embora sozinhas. Tenho a impressão de que elas são um tipo de depressão do passado que vêm me visitar de vez em quando, pra matar a saudade... :/
Ontem eu tava assim. Triste... Hoje eu tô bem ^^ Você pode estar me achando maluca! MAs não é um bicho de sete cabeças! É simples assim:
Quando eu tô feliz, aproveita! Brinca, zôa, se diverte!
Quando eu tô triste, conversa comigo. Tenta me fazer sorrir. Vai ser um passa-tempo engraçado, e nem tão difícil de fazer ;)

"Nossas alucinações são alegorias da realidade."
Carlos Drummond de Andrade



Escrito por Mєℓαnyღ às 10h07
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Lembranças de um tempo bom...

Essa história da garotinha chorona me lembrou algo que aconteceu comigo quando morava em Roraima. Durante a semana farroupilha do CTG-RR, há várias programações. Uma dessas, a da sexta-feira, era uma janta. Tinha churrasco e tudo que tem direito. Fomos eu, Soraia e Charlotte - minha "prima de coração", por ser sobrinha do ex-marido da irmã do meu pai (entendeu alguma coisa??? :P).
Chegamos, escolhemos uma mesa - o que demorou um pouquinho e só aconteceu depois de acomodarmo-nos em várias mesas - e depois de algum tempo resolvemos comer. Nos servimos, jantamos, e as garotas foram buscar a sobremesa. Eu fiquei cuidando das bolsas e reservando nossa mesa. Foi então que notei a presença de duas menininhas que aparentavam ter uns 2 e 4 anos. Elas brincavam destraidas atrás de mim. Até que a maiorzinha se aproxima com olhos de arqueólogo quando encontra um fóssil novo. Parou ao meu lado e apontou com seu pequenino dedinho o celular da Charlotte.

- A fota!

-Sim, a fota. - eu respondi.

- Tira fota di nóis? - ela pede, já com sua mãozinha em cima do celular, quase tocando.

-Nãoo!! Não pode! Esse celular não é meu... E a dona dele é muito brava. - Pensei que tinha metido o maior medo na pobrezinha e que ela fugiria com o rabinho entre as pernas da malvada dona do celular. Me enganei...

-Ahhhh!! Tira fota di nóissss!!!

Tentando apagar o fogo da menininha pela foto, tirei uma com o meu celular mesmo. E novamente, ingênua, pensei que tinha satisfeito e que as lindinhas iriam embora. E novamente me enganei... (isso tá ficando repetitivo '¬¬)

-Eu gosto disso. - Ela agora encontrou um novo alvo e novo motivo pra perturbar minha paz: um osso de galinha.

-Sério? Eu também! :D - e eu, mais irônica impossível.

-Tu me dá?

Dessa vez ela me deixou de queixo caido.

-Você vai querer um osso sem carne nenhuma, lambido por uma pessoa estranha?

-Mas eu querooooo!!

Antes que ela desabasse naquele típico "choro estressante", que já tive a oportunidade de apresentar a você, amigo leitor, tive uma idéia brilhante (acho que isso é solução pra todo mundo que se depara com o choro estressante: a idéia brilhante).

-Se eu te der o meu ossinho, tu promete que vai roer ele bem longe daqui??? - maquiavélica... ;D

Ela respondeu "uhumm", balançando a cabeça positivamente. Então entreguei o osso e me senti aliviada... ^^

 

 

 

Que que é?? Tá pensando que acabou?? Você tá lendo um texto de Melissa Oliveira! Comigo as coisas nunca terminam quando deveriam terminar...

Continuando...

Assim que as menininhas passaram por trás de mim, eu com um sorriso vitorioso de "enfim, paz" estampado no rosto, eis que surge um homem. Alto, moreno, meio calvo e com a barba ralinha, uma cara de mau! 0o E o bendito tinha que aparecer bem na hora...

-Minha filha!!!!!! Onde você conseguiu esse osso??????

E eu, agora encolhida na cadeira, meu sorriso foi pro beleléu e no rosto apenas uma feição de "Meu Deus, por favor, me faça ser tranparente nesse momento!", morrendo de medo que a menininha dissesse apontando pra mim: Foi ela quem me deu!!

Graças a Deus, a pobrezinha estava ocupada demais agarrada no ossinho que seu pai tentava arrancar dela.

Moral da história de hoje:

Ainda existem pessoas boas no mundo, que mesmo que você as trate com ignorância e ironias, elas não te deduram! xP hauahuahauha



Escrito por Mєℓαnyღ às 20h49
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Vivendo e aprendendo!

É incrivel como há situações mais diversas de onde podemos tirar ensinamentos! Esses dias aconteceu algo engraçado, fofo e, ao mesmo tempo, irritante comigo. Estava eu no banheiro, passando meus cremes noturnos no rosto, um silêncio que há tempos não ouvia [claro, tava em silêncio, anta!! ], quando algo chama a minha atenção. Era um choro de criança, daqueles quando a criança tá esgotada sabe? Cheia de sono, começa a chorar em meio a soluços e um "uééééééé" que fazia parecer um choro falso. Esse é o típico choro estressante.

- calma, filhinha! o pai também sabe dar banho!! - dizia uma voz de homem

o que me fez pensar que a guriazinha devia tomar banho sempre com a mãe e dessa vez o pai teve que fazer a tarefa... Depois de um tempo, surgiu mais uma vóz que percebi ser da avó:

- ô nena, vamo comigo no quarto que a vovó tem uma coisa pra te mostrar...

bom, se eu fosse uma pervertida eu pensaria besteira...

depois de muuuuita enrolação com a pobre da menina (que não parou de chorar 1 segundo...) o pai teve a magnífica idéia de oferecer uma bala.

-se você parar de chorar, o papai te dá uma bala!!

infeliz! agora além de chorar a menina gritava "a baaaaaaalaa"

a essa altura você deve estar pensando "menina, e tu demora todo esse tempo passando creme???" Não, eu respondo. A essa altura eu estava em pé ao lado da janelinha do banheiro, esperando o desfecho da cena. Bom, a essa altura VOCÊ deve estar querendo saber o desfecho da cena!! Calma, tô chegando lá...

Depois de muitas tentativas frustradas de fazer a menina parar de chorar, a avó levou-a pro quarto. então não ouvi mais o choro.

Ufa! - pensei - Em fim, paz!

Foi então que o rapaz quebrou novamente o silêncio do meu banheiro:

-paaaaaaaaaai, traz minha toalha!!

Como se não bastasse, o surdo pai não entendeu:

-o que????

-minha toaaaaaalha!!

:/

é, meu povo... até pela janelinha do banheiro se pode aprender algo da vida: nunca gritar no banheiro!



Escrito por Mєℓαnyღ às 22h35
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Um Pequeno Grande Desabafo

Estou no Rio Grande do Sul há 7 meses. Antes de vir pra cá, pensava que tudo ia ser perfeito, que as pessoas eram perfeitas, que o lugar era perfeito. Passei por situações e sentimentos que desconhecia. Conheci tios que entraram pra família depois que voltei pra Roraima, em 1997, após ter passado 1 ano aqui, e primos que nasceram também depois disso. Visitei cidades, parentes, pontos turísticos, e me encantei com tudo que ví. Mas chegou uma hora (como sempre na vida) em que caí na real e percebi que as coisas não são bem por aí. O Rio Grande do Sul é lindo e tem pessoas maravilhosas e dignas da minha admiração, mas também tem pessoas desonestas, mentirosas, assim como em Roraima (aliás, como em todo lugar, né?) Com tudo que passei, aprendi que não adianta a gente querer fugir dos problemas porque eles vão junto com a gente pra onde formos. Tá certo que eu não tinha GRANDES problemas, eu era apenas uma adolescente tentando sobreviver ao cruel mundo adolescente, mas eram os MEUS problemas. Era o que me angustiava e me fazia querer fugir... Talvez por isso eu tenha depositado todas as minhas esperanças no sul. De Abril pra cá, quando passei a morar em Esteio, minha vida, minhas responsabilidades e, consequentemente, meus "problemas" mudaram. Estou mais madura, e agora, ao invés de me preocupar com coisas do tipo "por que eu sou a mais alta da turma???", a minha faculdade e o meu futuro é o que me angustia. Mas com ajuda de pessoas que têm as palavras certas, vejo com mais clareza o que quero pra mim. Certeza eu não tenho [e talvez nunca tenha] de que minha escolha é a certa, mas posso ter certeza de que vou dar o melhor de mim naquilo que escolher.

[São as dúvidas que nos fazem crescer, porque nos obrigam a olhar sem medo para as muitas respostas de uma mesma pergunta.]
Paulo Coelho



Escrito por Mєℓαnyღ às 15h12
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[temporariamente desativado  - até que retorne minha vontade de escrever...]

Escrito por Mєℓαnyღ às 00h36
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A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo.

Dia desses fui à casa da vizinha convidá-la pra ir conosco ao Filó, onde haveria amostras da gastronomia italiana (que delícia!! ;D). Conversamos sobre muuuito mais que o Filó, mas se você vai se encontrar comigo, nunca espere falar apenas o necessário. Sempre surgirão outros assuntos e se você se programou pra ficar uma hora, vai se ver chegando em casa 5 horas depois...
Dentre esses assuntos, falamos sobre cães e nosso amor por eles. Candice tem um lindo puddle cheio de energia e muito bagunceiro. E eu cuidava de um cocker, muuuito mais bagunceiro, que infelizmente tive que deixar aos cuidados de uma família quando me mudei. Fiquei muito triste de deixar meu cãozinho pra trás. Percebendo minha afeição pelos amigos caninos, minha visinha me ofereceu um livro.

De John Grogan, Marley e Eu retrata a vida de uma família em formação ao lado de um cão hiperativo com déficit de atenção. Emocionante, John me fez chorar com a narração de seus momentos com Marley, o Labrador amarelo mais querido do mundo!! No fim do livro, o autor tenta explicar o que Marley significou na vida dele, da esposa e dos filhos. Waddy, como Patrick, Conor e Colleen, filhos de John e Jane Grogan, o chamavam, foi um cão amoroso, companheiro, e extremamente fiel até o último minuto de sua vida. John diz também que deveríamos aprender a amar com os cães, que não destingüem cor, classe social, religião, e não excluem por motivo algum. Só atacam se se sentirem prejudicados ou pra defender quem amam, e se vc der um pouquinho de amor pra eles, é tudo o que querem pra retribuir com todo amor que podem dar.

Talvez a definição do homem como Ser racional, esteja equivocada. Talvez nós é que sejamos os irracionais, e eles, os racionais.

[Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria...]



Escrito por Mєℓαnyღ às 11h59
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[...]

Quando ela disse isso, eu e minha mãe nos olhamos. Não do modo como nos olhamos quando aquela mulher de fralda descartável e aquele homem que queria ir pra casa nos pediram dinheiro. Desta vez, foi um olhar de espanto. Era incrível! Mais uma vez eles acertaram na mosca! Como a segunda palestrante sabia que nossa manhã fora cheia de piedade? Como era possível que a palestra fosse exatamente sobre o que nós vivenciamos mais cedo? Era incrível. Ou melhor, era muito "crível" pra quem já havia passado por tantas provações de que existe um outro lado, um lado onde não podemos chegar enquanto estivermos aqui na terra. Na primeira vez que fomos ao Centro, minha tia, irmã de minha mãe, foi quem nos levou. Ela havia nos contado como era bom estar lá, e o conforto que ela encontrava nas palavras deles, que a ajudavam a seguir em frente, mesmo com a dor de ter perdido um filho. Com muita fé, ela lera todos os livros espíritas quanto foram possíveis. E fora muitas vezes ao Centro antes de nos levar. Quando chegamos lá, deixamos nomes e endereços de nossos familiares, para que pudessem "examiná-los" e ao sair, iríamos pegar as "receitas médicas" e comprar os medicamentos certos. No momento,não pude entender como fariam a proeza de examinar ao mesmo tempo meu pai, que estava em nosso apartamento em Esteio; meu tio, que estava trabalhando em Porto Alegre; e meu priminho, que estava em casa dormindo, em Nova Santa Rita. Eram pessoas diferentes, em lugares diferentes, e bem distantes um do outro. Assistimos à palestra, tomamos o passe, e fomos buscar os tais medicamentos. Havia um livro em cima do balcão, onde pudíamos ler a posologia dos medicamentos. Começamos a procurar os nomes, olhando nos vidrinhos, um por um, e ao final estávamos boquiabertas! Não tive mais nenhuma dúvida. Com certeza os espíritos dos médicos desencarnados nos examinaram, onde quer que estivéssemos! Meu pai em Esteio, meu tio em Poa, meu primo em N.St.R., minha mãe, minha tia e eu, no Centro Espírita. Aquele livro parecia ter sido escrito pra nós! Cada posologia descrevia exatamente as necessidades de cada um de nós. Apartir deste momento passei a acreditar em qualquer coisa...

[aguarde próximo post... :T]



Escrito por Mєℓαnyღ às 11h39
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